Resenha: Perdão, Leonard Peacock de Matthew Quick

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Foto: We Heart It

Li O Lado Bom da Vida de Matthew Quick e fiquei completamente apaixonada pelo escritor. Sua escrita é leve, engraçada e seus livros são realmente únicos. Por estar encantada por seu trabalho, resolvi ler Perdão, Leonard Peacock, pois sabia que iria amar.

O livro provocou diversas sensações em mim e acho que não conseguiria traduzir esses sentimentos em palavras. Leonard Peacock é um garoto solitário, perturbado e com um desejo de morrer enorme. Sua mãe é totalmente alheia à vida do filho, seu pai é um alcoólatra que fugiu para a Venezuela e para piorar, ele se sente deslocado na escola, em casa e na vida.

Às vezes, Leonard gosta de colocar “roupas de adulto” e ir até a estação de trem para observar as pessoas infelizes. Ele escolhe a pessoa mais infeliz do trem e a segue durante horas. Sua fantasia era de que as coisas melhorassem eventualmente, mas suas experiências no trem o mostraram que não há um final feliz para ele.

No dia de seu aniversário de 18 anos, Leonard traça um plano para acabar com o seu sofrimento. Ele pega a pistola P-38 nazista que foi de seu avô, decide matar seu ex-melhor amigo Asher Beal, e depois se matar com uma bala na cabeça. Asher e Leonard eram melhores amigos até a adolescência, mas de um dia para outro, Asher ficou agressivo e Leonard não entendia a mudança do amigo. Após acontecimentos traumáticos (que serão revelados ao longo da leitura), Leonard decide que só estará em paz quando tiver sua vingança contra o ex-amigo arrogante.

Antes de continuar com o plano, Leonard precisa entregar quatro presentes para as pessoas mais importantes de sua vida. Ele inicia por Walt, um senhor que mora perto de sua casa e passa o dia todo assistindo a filmes antigos. O próximo da lista é Baback, um jovem descendente de iranianos, que toca violino e sofre com as humilhações de Asher e seus colegas. Lauren Rose, uma garota extremamente religiosa, que distribui panfletos da igreja no trem é a terceira. O último presente é para Herr Silverman, seu professor do Holocausto que por algum motivo misterioso nunca arregaça as mangas.

Ninguém – nem as pessoas mais importantes da vida de Leonard, lembraram de seu aniversário. Mas tudo bem, ele seguirá com o plano.

“Você já pensou em todas as noites que viveu e das quais não consegue se lembrar de nada? Noites tão comuns que seu cérebro simplesmente não se dá o trabalho registar. Centenas, talvez milhares de noites passam sem serem registradas pela nossa memória. Isso não deixa você maluco? Imaginar que sua mente pode ter registrado só as noites erradas?” 

Em um livro forte, Quick mostrou mais uma vez que veio para ficar. Já leu esse livro? Se sim, me conta o que achou!

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