Entre livros e e-books

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Foto: We Heart It

Entrar em uma biblioteca, sentir o cheiro de um livro e apreciá-lo na prateleira da sua casa são pequenos prazeres que poucos desfrutam nos dias de hoje. A casa dos livros deu lugar aos aplicativos, onde você baixa o que quiser gratuitamente e pode admirá-lo do celular, sem que ele ocupe espaço no seu quarto. Os jovens estão cada vez mais conectados com o mundo, ao mesmo tempo em que estão distantes dele. A vida tornou-se corrida demais para a prática da leitura, mas sempre há tempo para atualizar redes sociais.

A tecnologia nos tornou seres individualistas e com isso criamos um mundo só nosso. Ao entrar em um ônibus, por exemplo, surpreende-se aquele que encontram alguém lendo um livro e não concentrado no próprio celular. O acesso a informação está mais fácil, rápido e o melhor: de graça. Em menos de um minuto você tem o material que quiser, sem precisar sair de casa. Ninguém precisa mais ir a uma biblioteca para pesquisar determinado assunto. Usa-se a internet. Gastar dinheiro com alguma obra então, nem pensar. 

A influência das escolas na educação literária do aluno

Em um mundo dominado por e-books, ainda existem aqueles jovens apaixonados por literatura à moda antiga. Daniele Cristina de Souza tem 17 anos e é estudante do primeiro semestre de jornalismo na instituição de ensino Ibes Sociesc. Fã de livros de fantasia, teve o primeiro contato com a literatura através do livro O crime do padre Amaro, de Eça de Queirós.

Desde pequena, estudou em Salete, uma cidade do interior do estado de Santa Catarina. Nunca teve incentivo da família e era por meio da escola que ela tinha contato com os livros. ‘’ Meus professores me levavam à biblioteca, produziam concursos de redação, feiras e saraus. Eu participava de quase todos’’, relata a estudante.

Daniele acredita que a maior diferença entre a sua geração e a de seus pais está no acesso à informação. ‘’ Antigamente, minha mãe não lia nada além de livros para moças, porque era só o que tinha. Hoje em dia, nós temos mais opções.’’, comenta. Apesar da pouca idade, conta que prefere livros físicos à e-books, mas sabe que essa é a preferência de poucos jovens.

Jonata Wruck, de 21 anos, não teve a mesma sorte que Daniele. Acadêmico do sétimo semestre do curso de administração do Ibes Sociesc, Jonata relata que nunca teve nenhum tipo de incentivo de sua escola. ‘’ A biblioteca não funcionava e não tínhamos bibliotecária. Nas prateleiras, não havia nenhum livro de literatura’’, relata o estudante.

Apesar da falta de material, no ensino médio as coisas começaram a mudar. Uma professora fazia a cada dois meses um sarau, onde os alunos eram obrigados a ler e decorar poemas, para mais tarde recitá-los. Assim, Jonata começou a buscar livros fora da escola. O primeiro livro que leu e gostou de verdade foi Harry Potter. Já leu todos, mais de uma vez. Hoje em dia, ele lê todos os gêneros, desde fantasia à livros espíritas. Como passa boa parte do tempo na frente do computador, prefere pegar o ônibus e ler, mas confessa que fica assustado quando alguém faz o mesmo.

Os jovens estudantes apontam a organização dos pensamentos, melhora na escrita e aumento de vocabulário como consequências da literatura. Apesar dos avanços tecnológicos e da facilidade que é ter o mundo nas mãos pelo celular, nenhum deles abre mão do bom e velho livro.

*Matéria redigida para a aula de redação jornalística com a pauta literatura.

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