Pés no gramado: sem salto alto, sem sensibilidade e sem asneiras

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Foto: We Heart It

Escrever sobre qualquer coisa – sem restrições

Quando iniciamos o curso de Jornalismo (ou qualquer outro curso), somos pegos pela famosa pergunta: por que você escolheu jornalismo? Em que área quer atuar? Sempre respondi a mesma coisa, mesmo que fosse em pensamento. Escolhi jornalismo porque quero fazer diferença de alguma forma, nunca me vi fazendo qualquer outra coisa e quero atuar na área esportiva. Eu poderia ouvir os pensamentos de algumas pessoas e a surpresa nos olhos de alguns professores.

Apesar de escrever constantemente sobre livros, filmes e poemas, nunca escrevi sobre esportes. Bem irônico para quem quer ser jornalista esportiva, não?  Como estou cansada de ver sempre as mesmas coisas por aí, resolvi escrever o que eu realmente penso da presença feminina no jornalismo esportivo. Para ter uma noção básica do que estou falando, ao digitar jornalismo esportivo feminino no Google, você irá encontrar vários blogs e matérias sobre preconceito.

Sabemos que os tempos mudaram e que hoje em dia as mulheres têm direitos que nem sonhavam que conseguiriam. Será que esse preconceito não está entre as próprias mulheres? Não precisamos associar a imagem do futebol com a mulher de salto alto, maquiada e sensível justamente porque não necessitamos de toque feminino no jornalismo esportivo. Jornalismo é jornalismo e pronto. Não tem sexo, raça e idade. Precisamos abordar o esporte de um jeito diferente só porque somos mulheres? As regras do esporte são as mesmas para todos e regras são regras, não mudam de acordo com o sexo do jornalista.

Não devemos mais tratar a presença da mulher no esporte como algo incrível que quebra todas as barreiras. Não atualmente. O preconceito existe independente da profissão que você seguir e não precisa ser um obstáculo, pode ser um estímulo. Você não precisa entrar nesse mundo de cabeça baixa e com medo porque é mulher. O esporte une paixões e interesses ao redor do mundo. Se você for realmente apaixonada, então não tem o que temer.

Sei que tenho que trabalhar em vários pontos da minha personalidade e até mesmo me aprofundar mais no mundo esportivo, mas com certeza nunca deixarei ninguém me dizer que eu não sei, que não posso, ou que não consigo ser jornalista esportiva.

Ninguém é maior que meus sonhos e afinal, quem é que tem a capacidade de destruir os sonhos de uma corintiana fanática?

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