Eu escrevo apenas, tem que ter por quê?

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Foto: Google Images

Escrevo. E pronto.

Escrevo porque preciso

preciso porque estou tonto.

Ninguém tem nada com isso.

Escrevo porque amanhece.

E as estrelas lá no céu

Lembram letras no papel,

Quando o poema me anoitece.

A aranha tece teias.

O peixe beija e morde o que vê.

Eu escrevo apenas.

Tem que ter por quê?

Razão de ser – Paulo Leminski

Hoje acordei com uma vontade imensa de escrever. Há dias em que desejo colocar todas as minhas angústias, medos e incertezas dentro de um caderninho e levar pra bem longe. Acredito que a escrita me liberta de alguma forma, mesmo que as vezes eu não saiba porque estou escrevendo e mesmo que eu não saiba o que vou escrever.

Escrever pela simples sensação de escrever. Imaginar que todas as situações em que me encontro fazem parte de um livro. Ler os mais belos poemas e desejar escrever assim um dia. Passar por todas as frustrações de estar sentada imaginando e tentando encontrar as palavras certas. Criar um conjunto de ideias e palavras que toquem outras pessoas.

Talvez essa seja a razão pela qual eu escrevo. Talvez eu seja muito dramática para expor minhas ideias em voz alta. Talvez eu queira gritar baixinho. Talvez eu queira ser lembrada e eternizada pelas minhas palavras. É, talvez.

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